Night Roses
















































19/08/2007 a 25/08/2007

12/08/2007 a 18/08/2007

05/08/2007 a 11/08/2007

29/07/2007 a 04/08/2007

22/07/2007 a 28/07/2007

















Layout exclusivo Night Roses. Proibida Cópia.































































CURRENT MOON






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Transtorno Obsessivo-Compulsivo - TOC

As características essenciais do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) são obsessões ou compulsões recorrentes e suficientemente graves para consumirem tempo ou causar sofrimento acentuado à pessoa.  Leigamente diz-se que a pessoa tem várias "manias" e que é esquisito ou estranho mas, normalmente, o portador de TOC sabe que suas "manias", obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais. Obsessões são pensamentos ou idéias (p. ex. dúvidas), impulsos, imagens, cenas, que invadem a consciência de forma repetitiva, persistente e estereotipada seguidos ou não de rituais destinados a neutralizá-los. São experimentados como intrusivos, inapropriados ou estranhos pelo paciente em algum momento, ao locngo do transtorno, causando ansiedade ou desconforto acentuados. A pessoa tenta resistir a eles, ignorá-los ou suprimi-los com ações ou com outros pensamentos, reconhecendo-os, no entanto, como produtos de sua mente e não como originados de fora. Não são simplesmente medos exagerados relacionados com problemas reais. Compulsões são comportamentos repetitivos (p.ex.lavar as mãos, fazer verificações), ou atos mentais (rezar,contar, repetir palavras ou frases) que a pessoa é levada a executar em resposta a uma obsessão ou em virtude de regras que devem ser seguidas rigidamente. Os comportamentos ou atos mentais são destinados a prevenir ou reduzir o desconforto gerado pela obsessão, prevenir algum evento ou situação temidos e em geral não possuem uma conexão realística ou direta com o que pretendem evitar, ou são claramente excessivos.Uma variedade de anormalidades biológicas têm sido associadas ao Transtorno Obsessivo-Compulsivo na tentativa de estudar-se as causas desse transtorno. Nascimentos traumáticos sugerindo papel importante de um sofrimento cerebral precoce comumente fazem parte da história de tais pacientes. Há também, por outro lado, uma concordância significativa entre a ocorrência de sintomas obsessivo-compulsivos e a epilepsia do lobo temporal, bem como o aumento de atividade metabólica no giro orbital esquerdo, constatado pela tomografia por emissão de pósitrons nos pacientes diagnosticados como Obsessivo-Compulsivo.

 

Artigo completo no site Psiqweb



- Postado por: Ju às 00h27
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Albert Fish

Albert Hamilton Fish (1870- 1936) foi um pedófilo sado-masoquista, serial killer e canibal. É também conhecido como Gray Man, Werewolf of Wysteria (Lobisomem de Wysteria), the Brooklyn Vampire (Vampiro de Brooklyn) e The Bogeyman (Papão). Fish gabou-se de ter “tido crianças em cada estado” e afirmou que molestou cerca de cem crianças. Durante a sua vida foi apenas suspeito de cinco mortes. Fish confessou três homicídios e ter atacado duas outras pessoas. Foi também julgado pelo rapto e assassinato de Grace Budd. Fish foi condenado á cadeira elétrica.

Albert Fish nasceu em Washington em 1870. O seu pai tinha mais quarenta e três anos que sua mãe e vários membros da sua família tinham doenças mentais ou sofriam de extremismos religiosos.Aos 5 anos o seu pai sofreu um ataque cardíaco e a mãe deixou-o num orfanato. No orfanato ele era frequentemente agredido. Fish descobriu que gostava da dor física e começou a ter erecções quando era agredido, o que o influenciou a gostar do sadomasoquismo. Aos 7 anos sua mãe o tirou de lá porque havia conseguido um emprego.Em 1882, aos 12 anos, Fish começou uma relação homossexual com um rapaz que trabalhava no telégrafo, que o incentivou a beber urina e a praticar coprofagia. Fish começou a visitar casas-de-banho públicas onde observava rapazes a despirem-se e aí passava grande parte dos seus fins-de-semana.

Aos 9 ele caiu de uma cerejeira e machucou-se seriamente na cabeça, o que mais tarde causara dores de cabeça e pequenos problemas mentais (é muito comum acontecer isso entre os assassino em série na infância).

Em 1898 a sua mãe arranjou-lhe casamento com uma moça nove anos mais nova. Eles tiveram seis filhos: Albert, Anna, Gertrude, Eugene, John e Henry Fish. Um ano depois, aos vinte anos mudaram-se para Nova York, onde começou a ter relações sado-masoquistas homossexuais. Em Nova York ele começou a estuprar crianças e participar de "atividades bizarras". Fish começou a trabalhar como pintor e continuava a molestar rapazes, a maioria com menos de seis anos.Um dia, um dos seus amantes masculinos levou-o a um museu de cera, onde Fish ficou fascinado com a bissetriz de um pénis. Pouco depois desenvolveu um interesse móbido por castração. Durante uma relação com um homem mentalmente retardado, Fish tentou castrá-lo, mas o homem assustou-se e fugiu.Fish começou a intensificar as suas idas a bordéis, onde podia ser chicoteado e agredido Em 1903 foi preso por desfalque e cumpriu a sua pena em Sing Sing Correctional Facility, onde tinha relações sexuais com outros presos.Em Janeiro de 1917 a sua mulher deixou-o por John Straube. Depois disto, Fish começou a ouvir vozes. Uma vez enrolou-se numa carpete, explicando que estava a seguir instruções do apóstolo João.Por volta desta altura Fish tinha uma grande necessidade de masoquismo: pegava em bolas de algodão, embebia-as em álcool e pegava-lhes fogo no seu ânus, começou a espancar-se a si mesmo com um remo e espetava agulhas no seu corpo. Entre o seu recto e o seu escroto. Normalmente ele retirava-as, mas começou a inseri-las tão profundamente que já não as conseguiu tirar. Raios X feitos posteriormente revelaram 29 agulhas na sua região pélvica.Aos 55 anos começou a sofrer alucinações e ilusões. Fish acreditava que Deus lhe ordenava para torturar e castrar rapazes pequenos. Os médicos afirmaram que Fish sofria de uma psicose religiosa.Em 1910 começou uma onda de homicídios. Atacou Thomas Bedden, em Wilmington, Delaware. Depois apunhalou um menino mentalmente retardado em 1919 Georgetown, Washington, D.C.. As suas vitimas preferidas eram meninos com doenças mentais ou negros, que ele achava que não seriam procurados.Por volta de 1920 Fish viajou por 23 estados americanos pintando casas, ele via nesse trabalho como a perfeita oportunidade para cometer suas atrocidades às criancinhas. Fish lia frequentemente a bíblia e dizia que a voz de Deus o mandava matar.



- Postado por: Ju às 19h46
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Erotomania

A Síndrome de De Clèrambault (ou erotomania) consiste na convicção delirante, por parte do paciente, de que alguém de posição social mais elevada o ama. Acredita-se que privação sexual seja um fator psicodinâmico importante no desenvolvimento dessa condição, mas fatores orgânicos relacionados com sua etiologia continuam sendo investigados.A idéia de que amor e loucura possam manter alguma relação tem uma história bastante longa, com casos relatados nos escritos de Hipócrates, Plutarco e Galeno; diversos médicos dos séculos XVII e XVIII descreveram variantes patológicas do amor, como a ninfomania , a melancolia erótica e a erotomania .A constatação de delírios eróticos, na ausência de uma anormalidade psiquiátrica evidente, tem sido associada ao nome de De Clèrambault, psiquiatra francês que, em 1921, descreveu cinco casos de erotomania (as terminologias "síndrome de De Clérambault" e "síndrome de Clérambault" também estão registradas na literatura). Um ano antes ele apresentou sua classificação das psicoses passionais, identificando muita semelhança entre elas, como "o mesmo afeto exaltado, a mesma predominância de sentimentos, o mesmo poder emocional e o mesmo tipo de paixão mórbida".Mais recentemente, boa parte da atenção dirigida à erotomania tem sido focada em sua existência como entidade psiquiátrica em separado da esquizofrenia ou de outras psicoses clássicas. Diversos autores advogam que a erotomania deva ser considerada como uma forma particular de esquizofrenia ou de outro transtorno psiquiátrico. A incidência da erotomania é desconhecida, mas parece não ser exclusiva de uma única cultura ou sociedade. É variável no que se refere à idade, raça ou estado socioeconômico. Os pacientes do sexo feminino predominam nas amostras clínicas gerais; porém, em amostras forenses, a maioria dos pacientes é do sexo masculino. Comumente, não é detectada como uma síndrome específica, sendo anexada a categorias psiquiátricas maiores. Apesar de ter sido observada uma significante história familiar da doença em pacientes erotomaníacos, os estudos realizados até o momento não demonstraram nenhuma causa genética para ela. A ocorrência de erotomania em deficientes mentais parece ser muito rara, com poucos casos descritos na literatura, mas acredita-se que a erotomania não deva ter uma ocorrência tão rara na população geral quanto atualmente se propõe.... Esta condição está incluída na Classificação Internacional de Doenças, em sua décima revisão (CID-10), como um tipo especial de Transtorno Delirante Persistente (F22.0). Esta categoria reúne transtornos caracterizados pela presença de idéias delirantes persistentes e que não podem ser classificados entre os transtornos orgânicos, esquizofrênicos ou afetivos. São caracterizados pela ocorrência de uma idéia delirante única ou de um conjunto de idéias delirantes aparentadas, em geral persistentes, e que, por vezes, permanecem por toda a vida do paciente... Alguns autores sugerem que o diagnóstico de erotomania possa ser feito, simplesmente, pela presença de uma convicção delirante de comunicação amorosa, após se excluírem outras desordens psiquiátricas ou orgânicas.... Dos medicamentos disponíveis, os neurolépticos são os mais utilizados para o tratamento de pacientes erotomaníacos, embora seus efeitos sejam modestos, com pouca ação sobre o núcleo delirante. Quando agem, servem para diminuir a intensidade dos delírios e das idéias de referência que os acompanham; a minoria dos pacientes alcança completa remissão de seus sintomas.

 

Leia artigo completo sobre a erotomania no link abaixo:

 

 

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462005000200016



- Postado por: Ju às 23h57
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A Condessa Elizabeth Bathory

A Condessa Elizabeth Bathory (Erzsebet Báthory, do original), foi uma das mulheres mais perversas e sanguinárias que a humanidade já conheceu. Os relatos sobre ela ultrapassam a fronteira da lenda e a rotulam através dos tempos como A Condessa de Sangue. Nascida em 1560, filha de pais de famílias aristocráticas da Hungria, Elizabeth cresceu numa época em que as forças turcas conquistaram a maior parte do território Húngaro, sendo campo de bata-lhas entre Turquia e Áustria. Vários autores consideram esse o grande motivo de todo o seu sadismo, já que conviveu com todo o tipo de atrocidades quando criança, vendo inclusive suas irmãs sendo violentadas e mortas por rebeldes em um ataque ao seu castelo. Ainda durante sua infância, ficou sujeita à doenças repentinas acompanhadas por uma intensa ira e comportamento incontrolável, além de ataques epiléticos. Teve uma ótima educação, inclusive sendo excepcional pela sua inteligência. Falava fluentemente húngaro, latim e alemão. Embora capaz de cometer todo tipo de atrocidade, ela tinha pleno controle de suas faculdades mentais. Aos 14 anos engravidou de um camponês, e como estava noiva do Conde Ferenc Nadasdy, fugiu para não complicar o casamento futuro; que ocorreu em maio de 1575. Seu marido era um oficial do exército que, dentre os turcos, ganhou fama de ser cruel. Nos raros momentos em que não se encontrava em campanha de batalha, ensinava a Elizabeth algumas torturas em seus criados indisciplinados, mas não tinha conhecimentos da matança que acontecia na sua ausência por ação de sua amada esposa.Quando adulta, Elizabeth tornou-se uma das mais belas aristocratas. Quem em sua presença se encontrava, não podia imaginar que por trás daquela atraente mulher, havia um mórbido prazer em ver o sofrimento alheio. Num período em que o comportamento cruel e arbitrário dos que mantinham o poder para com os criados era algo comum, o nível de crueldade de Elizabeth era notório. Ela não apenas punia os que infringiam seus regulamentos, como também encontrava motivos para aplicar punições e se deleitava na tortura e na morte de suas vítimas; muito além do que seus contemporâneos poderiam aceitar. Elizabeth enfiava agulhas embaixo das unhas de seus criados. Certa vez, num acesso de raiva, chegou a abrir a mandíbula de uma serva até que os cantos da boca se rasgassem. Ganhou a fama de ser "vampira" por morder e dilacerar a carne de suas criadas. Há relatos de que numa certa ocasião, uma de suas criadas puxou seu cabelo acidentalmente aos escová-los. Tomada por uma ira incontrolável, Bathory a espancou até a morte. Dessa forma, ao espirrar o sangue em sua mão, se encantou em vê-lo clarear sua pele depois de seco. Daí vem a lenda de que a Condessa se banhava em sangue para permanecer jovem eternamente. Acompanhando a Condessa nestas ações macabras, estavam um servo chamado apenas de Ficzko, Helena Jo, a ama dos seus filhos, Dorothea Szentos (também chamada de Dorka) e Katarina Beneczky, uma lavadeira que a Condessa acolheu mais tarde na sua sanguinária carreira. Nos primeiros dez anos, Elizabeth e Ferenc não tiveram filhos pela constante ausência do Conde. Por volta de 1585, Elizabeth deu à luz uma menina que chamou de Anna. Nos nove anos seguintes, deu à luz a Ursula e Katherina. Em 1598, nasceu o seu primeiro filho, Paul. A julgar pelas cartas que escreveu aos parentes, Elizabeth era uma boa mãe e esposa, o que não era de surpreender; visto que os nobres costumavam tratar a sua família imediata de maneira muito diferente dos criados mais baixos e classes de camponeses. Um dos divertimentos que Elizabeth cultivava durante a ausência do conde, era visitar a sua tia Klara Bathory. Bissexual assumida e muito rica e poderosa, Klara tinha sempre muitas raparigas disponíveis para ambas "brincarem". Em 1604 seu marido morreu e ela se mudou para Viena. Desse ponto em diante, conta a história que seus atos tornaram-se cada vez mais pavorosos e depravados. Arranjou uma parceira para suas atividades, uma misteriosa mulher de nome Anna Darvulia (suposta amante), que lhe ensinou novas técnicas de torturas e se tornou ativa nos sádicos banhos de sangue. Durante o inverno, a Condessa jogava suas criadas na neve e as banhava com água fria, congelando-as até a morte. Na versão da tortura para o verão, deixava a vítima amarrada banhada em mel, para os insetos devorarem-na viva. Marcava as criadas mais indisciplinadas com ferro quente no rosto ou em lugares sensíveis, e chegou a incendiar os pêlos pubianos de algumas delas. Em seu porão, mandou fazer uma jaula onde a vítima fosse torturada pouco a pouco, erguendo-a de encontro a estacas afiadas. Gostava dos gritos de desespero e sentia mais prazer quando o sangue banhava todo seu rosto e roupas, tendo que ir limpar-se para continuar o ato.Quando a saúde de Darvulia piorou em 1609 e não mais continuou como cúmplice, Elizabeth começou a cometer muitos deslizes. Deixava corpos aos arredores de sua moradia, chamando atenção dos moradores e autoridades. Com sua fama, nenhuma criada queria lhe servir e ela não mais limitou seus ataques às suas servas, chegando a matar uma jovem moça da nobreza e encobrir o fato alegando suicídio. As investigações sobre os assassinatos cometidos pela Condessa começaram em 1610. Foi uma excelente oportunidade para a Coroa que, há algum tempo, tinha a intenção de confiscar as terras por motivos de dívida de seu finado marido. Assim, em dezembro de 1610 foi presa e julgada. Em janeiro do ano seguinte foi apresentada como prova, anotações escritas por Elizabeth, onde contava com aproximadamente 650 nomes de vítimas mortas pela acusada. Seus cúmplices foram condenados à morte e a Condessa de Bathory à prisão perpétua. Foi presa num aposento em seu próprio castelo, do qual não havia portas nem janelas, só uma pequena abertura para passagem de ar e comida. Ficou presa até sua morte em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras de Bathory, em Ecsed. O seu corpo deveria ter sido enterrado na igreja da cidade de Csejthe, mas os habitantes acharam repugnante a idéia de ter a "Infame Senhora" sepultada na cidade. Até hoje, o nome Erzsebet Báthory é sinônimo de beleza e maldade para os povos de toda a Europa.

 

Fonte:

Spectrum Gothic



- Postado por: Ju às 21h19
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Psicose

Quando alguém nos conta uma história realista dependendo da confiança que temos nessa pessoa acreditaremos na história. Na medida em que constatamos indícios de que a história é falsa começamos a pensar que nosso amigo se enganou ou que no fundo não era tão confiável assim. Nesse evento o que se passou? Primeiro, um fato é admitido como verdadeiro, depois novos conhecimentos ligados ao primeiro são adquiridos, por fim a confrontação dos fatos permite a verificação de uma discordância. Do raciocínio lógico surgiu um questionamento. Essa forma de proceder provavelmente é exercida diariamente por todos nós. A forma de conduzir idéias confrontando-as com os fatos é uma maneira de estabelecer o contato com a realidade. O que aconteceria se essa função mental não pudesse mais ser executada? Estaríamos diante de um estado psicótico. Pois bem, o aspecto central da psicose é a perda do contato com a realidade, dependendo da intensidade da psicose. Num dado momento a perda será de maior ou menor intensidade. Os psicóticos quando não estão em crise, zelam pelo seu bem estar, alimentam-se, evitam machucar-se, têm interesse sexual, estabelecem contato com pessoas reais. Isto tudo é indício da existência de um relacionamento com o mundo real. A psicose propriamente dita começa a partir do ponto em que o paciente relaciona-se com objetos e coisas que não existem no nosso mundo. Modifica seus planos, suas idéias, suas convicções, seu comportamento por causa de idéias absurdas, incompreensíveis, ao mesmo tempo em que a realidade clara e patente significa pouco ou nada para o paciente. Um psicótico pode sem motivo aparente cismar que o vizinho de baixo está fazendo macumba para ele morrer, mesmo sabendo que no apartamento de baixo não mora ninguém. A cisma nesse caso pertence ao mundo psicótico e a informação aceita de que ninguém mora lá é o contato com o mundo real. No nosso ponto de vista são dados conflitantes, para um psicótico não são, talvez ele não saiba explicar como um vizinho que não está lá pode fazer macumba para ele, mas a explicação de como isso acontece é irrelevante, o fato é que o vizinho está fazendo macumba e pronto. O psicótico vive num mundo onde a realidade é outra, inatingível por nós ou mesmo por outros psicóticos, mas vive simultaneamente neste mundo real. O delírio é toda convicção inabalável, incompreensível e absurda que um psicótico tem. O delírio pode ser proveniente de uma recordação para a qual o paciente dá uma nova interpretação, pode vir de um gesto simples realizado por qualquer pessoa como coçar a cabeça pode vir de uma idéia criada pelo próprio paciente, pode ser uma fantasia como acreditar que seres espirituais estejam enviando mensagens do além através da televisão, ou mais realistas como achar que seu sócio está roubando seu dinheiro. O delírio proveniente de eventos simples como coçar a cabeça são as percepções delirantes. Ver uma pessoa coçar a cabeça não pode significar nada, mas para um paciente delirante pode, como um sinal de que a pessoa que coçou a cabeça julga-o (paciente) homossexual. Quando a idéia é muito absurda é fácil ver que se trata de um delírio, mas quando é plausível é necessário examinar a forma como o paciente pratica a idéia que defende. O exemplo do vizinho acima citado também é um delírio. A constatação de um delírio não é tarefa para leigos, nem mesmo os clínicos gerais estão habilitados para isso; somente os psiquiatras e profissionais da área de saúde mental.

 

Fonte: Psicosite



- Postado por: Ju às 12h36
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Já fui um Anjo!

No porão tomado por teias de aranha

 

Encontrei esquecida minha inocência

 

Camadas de pó sobre fotos antigas

 

 

Letras ingênuas em cartas de amor

 

Exalando perfume tal qual uma flor

 

Sem maldades, sem nenhum pudor

 

 

Sorrisos e gestos suaves e tímidos

 

Em cada retrato traços de um anjo

 

Que dançava para o céu e gritava:

 

- Olha, que lindo, pai, a lua anda!

 

 

A menina cresceu, da lua esqueceu

 

No rosto sulcos e vincos profundos

 

E os olhos agora não brilham mais

 

Não como antes. Algo se perdeu...

 

Ela não vê - mas a lua continua lá!

 

 

Rosa Mattos



- Postado por: Ju às 15h11
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Divulgação de evento

Night Roses participa.

Link do concurso:

http://emptymemoriescontest.blogspot.com/



- Postado por: Ju às 22h59
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Fantasmas

Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire, England, é estudante e pesquisador do fenômeno da assombração na Grã-Bretanha. Ele tem estudado lugares considerados assombrados, como a Haunted Gallery, no Hampton Court Palace, a Edinburgh Vaults e o Mary King's Close. Primeiro ele consultou registros escritos e entrevistou funcionários para determinar exatamente onde, em cada lugar, as pessoas registraram ocorrências de fantasmas. Depois ele pediu que os visitantes documentassem suas experiências e registrassem qualquer coisa fora do comum. Seus resultados têm sido bastante consistentes: as pessoas registram mais experiências estranhas nas áreas onde outros já passaram por fenômenos incomuns no passado. Em outras palavras, as pessoas têm mais experiências fantasmagóricas nos lugares que parecem ser os mais assombrados, o que é verdade, independentemente de as pessoas conhecerem ou não a área previamente ou sua história fantasmagórica. Entretanto, as pessoas que dizem acreditar em fantasmas ou que já souberam de alguma ocorrência sobrenatural num lugar específico, relatam acontecimentos estranhos com mais freqüência.Essas descobertas podem dar base à idéia de que um prédio pode ser assombrado. Os projetos de But Weisman também envolveram a procura pela fonte dos fenômenos aparentemente paranormais. Além de reunir registros de acontecimentos estranhos, ele avaliou as condições físicas de cada lugar assombrado. Ele e sua equipe usaram instrumentos para medir luz, umidade, som e campos magnéticos, e suas medições sugeriram que os sinais de que um prédio é assombrado normalmente têm uma causa racional, física. O site The ghost experiment inclui resumos de várias das experiências de Weisman. Outros pesquisadores usaram métodos parecidos para tentar determinar as causas de uma ocorrência fantasmagórica. Embora ninguém tenha provado conclusivamente que fantasmas não existem, os pesquisadores propuseram um número de explicações alternativas sobre causas físicas ou psicológicas para as experiências estranhas. Algumas são simples: as pessoas podem ter alucinações ou confundir reflexos, sombras e barulhos indefinidos com fantasmas. Outras teorias são mais complexas.



- Postado por: Ju às 20h19
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Necrofilia

A Necrofilia é um tipo de Parafilia onde a pessoa sente impulso e atração sexual por cadáveres. Parafilias são transtornos da sexualidade caracterizados por anseios, fantasias ou comportamentos sexuais recorrentes e intensos que envolvem objetos, atividades ou situações incomuns e causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo. O fenômeno da necrofilia é conhecido desde os mais remotos tempos da história humana, podendo ainda hoje ser observado como costume comum (às vezes até sacralizado) em certas tribos africanas e asiáticas, bem como em manifestações esporádicas na chamada civilização ocidental.Também é citado nas prosas e poesias românticas do século XIX como nas obras de Álvares de Azevedo.



- Postado por: Ju às 12h24
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...A eventual insanidade, freqüentemente alegada na tentativa de absolver o Assassino Serial, quase nunca é constatada de fato pela Psiquiatria pois, o fato do assassino ser portador de algum transtorno de personalidade ou parafilia não faz dele um alienado mental. Quando capturados costumam simular insanidade, alegando múltiplas personalidades, esquizofrenia ou qualquer coisa que o exima de responsabilidades mas, na realidade, aproximadamente apenas 5% dos Assassinos em Série podem ser considerados mentalmente doentes no momento de seus crimes.Para facilitar o entendimento, academicamente podemos dizer que o Assassino Serial psicótico atuaria em conseqüência de seus delírios e sem crítica do que está fazendo, enquanto o tipo psicopata atua de acordo com sua crueldade e maldade. O psicopata tem juízo crítico de seus atos e é muito mais perigoso, devido à sua capacidade de fingir emoções e se apresentar extremamente sedutor, consegue sempre enganar suas vítimas. O psicopata busca constantemente seu próprio prazer, é solitário, muito sociável e de aspecto encantador. Ele age como se tudo lhe fosse permitido, se excita com o risco e com o proibido. Quando mata, tem como objetivo final humilhar a vítima para reafirmar sua autoridade e realizar sua auto-estima. Para ele, o crime é secundário, e o que interessa, de fato, é o desejo de dominar, de sentir-se superior.Evidentemente que o Assassino Serial não é uma pessoa normal, mesmo porque esse conceito é muito vago, passa pelo critério estatístico (estatisticamente não-normais) mas isso não significa obrigatoriamente que ele não tem consciência do que faz. A maioria dos Assassinos Seriais é diagnosticada como portadora de Transtorno de Personalidade Anti-social (sinônimo de Dissocial, Psicopata, Sociopata). Embora esses assassinos possam não ter pleno domínio no controle dos impulsos, eles distinguem muito bem o certo do errado, tanto que querem sempre satisfazer seus desejos sem correr riscos de serem apanhados. Veja também Personalidade Criminosa, Personalidade Psicopática e Transtornos Sociopáticos. Quanto à sua forma de atuar, os Assassinos em Série se dividem em organizados e desorganizados. Organizados são aqueles mais astutos e que preparam os crimes minuciosamente, sem deixar pistas que os identifiquem. Os desorganizados, mais impulsivos e menos calculistas, atuam sem se preocupar com eventuais erros cometidos.Uma vez capturados, os Assassinos em Série podem confessar seus crimes, às vezes atribuindo-se a característica de serem mais vítimas que aquelas que, na realidade, assassinaram, de terem personalidades múltiplas, estarem possuídos, etc. De modo geral, todos eles experimentam um terrível afã de celebridade.Como no resto do mundo, a maioria dos Assassinos em Série no Brasil são homens, brancos, tem entre 20 e 30 anos, vieram de famílias desestruturadas, sofreram maus-tratos ou foram molestados quando crianças. As mulheres assassinas em série representam apenas 11% dos casos e, em geral, são muito menos violentas que os assassinos masculinos e raramente cometem um homicídio de caráter sexual. Quando matam, não costumam utilizar armas de fogo e raramente usam armas brancas, sendo a preferência os métodos mais discretos e sensíveis, como por exemplo o veneno. Elas costumam ser mais metódicas e cuidadosas que os homens.Normalmente as mulheres assassinas planejam o crime meticulosamente e de uma maneira sutil, se apresentando como verdadeiros quebra-cabeças aos investigadores. Essa peculiaridade inteligente faz com que possa passar muito tempo antes que a polícia consiga identificar e localizar a assassina. É comum identificarmos, na história do desenvolvimento da personalidade desses Assassinos Seriais, alguns fatos comuns. Segundo Ilana Casoy, escritora e estudiosa do assunto, "é raro um (assassino serial) que não tenha uma história de abuso ou negligência dos pais. Isso não significa que toda criança que tenha sofrido algum tipo de abuso seja um matador em potencial". De crianças, geralmente, os Assassinos em Série tiveram um relacionamento interpessoal problemático, tenso e difícil. Segundo a escritora, a chamada "terrível tríade" parece estar presente na infância de todo serial killer. São elas: enurese noturna (urinar na cama) em idade avançada, destruição de propriedade alheia e crueldade com animais e outras crianças menores.

 

Fonte: Psiqweb



- Postado por: Ju às 02h24
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Assassinos em Série

Os Assassinos em Série (serial killers) são uma capítulo à parte na criminologia e uma dificuldade para a Psiquiatria, uma vez que não se encaixam em nenhuma linha do pensamento específica. Esses casos desafiam a psiquiatria e acabam virando um duelo entre promotoria e defesa sobre a dúvida de ser, o criminoso, louco, meio louco, normal, anormal, etc. Do ponto de vista criminológico, quando um assassino reincide em seus crimes como mínimo em três ocasiões e com um certo intervalo de tempo entre cada um, é conhecido como assassino em série. A diferença do assassino em massa, que mata a várias pessoas de uma só vez e sem se preocupar pela identidade destas, o assassino em série elege cuidadosamente suas vítimas selecionando a maioria das vezes pessoas do mesmo tipo e características. Aliás, o ponto mais importante para o diagnóstico de um assassino em série é um padrão geralmente bem definido no modo como ele lida com seu crime. Com freqüência eles matam seguindo um determinado padrão, seja através de uma determinada seleção da vítima ou de um grupo social com características definidas, como p. ex. as prostitutas, homossexuais, policiais, etc. As análises dos perfis de personalidade estabelecem, como estereotipo dos Assassinos em Série (evidentemente aceitando-se muitas exceções), homens jovens, de raça branca, que atacam preferentemente as mulheres, e que seu primeiro crime foi cometido antes dos 30 anos. Alguns têm sofrido uma infância traumática, devida a maus tratos físicos ou psíquicos, motivo pelo qual têm tendência a isolar-se da sociedade e/ou vingar-se dela.Estas frustrações, ainda segundo análises de estereótipos, introduzem os Assassinos em Série num mundo imaginário, melhor que seu real, onde ele revive os abusos sofridos identificando-se, desta vez com o agressor. Por esta razão, sua forma de matar pode ser de contacto direto com a vítima: utiliza armas brancas, estrangula ou golpeia, quase nunca usa arma de fogo. Seus crimes obedecem uma espécie de ritual onde se misturam fantasias pessoais com a morte.A análise do desenvolvimento da personalidade desses assassinos seriais geralmente denunciam alguma anormalidade importante (veja Transtornos de Conduta). Atos violentos contra animais, por exemplo, têm sido reconhecidos como indicadores de uma psicopatologia que não se limita a estas criaturas. Segundo o cientista humanitário Albert Schweitzer, "quem quer que tenha se acostumado a desvalorizar qualquer forma de vida corre o risco de considerar que vidas humanas também não têm importância".Também Robert K. Resler, que desenvolveu perfis de Assassinos em Série para o FBI, "assassinos freqüentemente começam por matar e torturar animais quando crianças". Estudos têm agora convencido que atos de crueldade contra animais podem ser o primeiro sinal de uma patologia violenta que poderá incluir, no futuro, seres humanos.

 

Exemplos de assassinos seriais famosos que torturavam animais:

 

.Patrick Sherrill, que matou quatorze pessoas em uma agência de correios e depois atirou em si mesmo, roubava animais de estimação para que seu próprio cão pudesse atacá-los e mutilá-los.

.Earl Kenneth Shriner, que estuprou, esfaqueou e mutilou um garoto de sete anos de idade, era conhecido na vizinhança como o homem que costumava pôr explosivos em ânus de cães e estrangular gatos.

.Brenda Spencer, que abriu fogo em uma escola de San Diego, matando duas crianças e ferindo outras nove, freqüentemente maltratava gatos e cachorros, geralmente ateando fogo em suas caudas.

.Albert De Salvo, o "Estrangulador de Boston", que matou treze mulheres, em sua juventude aprisionava gatos e cães em engradados de laranja para depois lançar flechas contra as caixas.

.Carroll Edward Cole, executado por cinco dos trinta e cinco assassinatos dos quais foi acusado, disse que seu primeiro ato de violência quando criança foi estrangular um filhote de cão.

.Em 1987, três adolescentes do Missouri foram acusados de surrar até a morte um colega de aula, tinham várias histórias de mutilação animal iniciadas vários anos antes. Um confessou ter perdido as contas de quantos gatos já matara.

.Dois irmãos que assassinaram seus pais contaram a colegas de aula que tinham decapitado um gato.

.O assassino em série Jeffrey Dahmer impalava cabeças de cães, sapos e gatos em varas...

 

Continua...



- Postado por: Ju às 22h12
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Presença

É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento

das horas ponha um frêmito em teus cabelos...

É preciso que a tua ausência trescale

sutilmente, no ar, a trevo machucado,

as folhas de alecrim desde há muito guardadas

não se sabe por quem nalgum móvel antigo...

Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela

e respirar-te, azul e luminosa, no ar.

É preciso a saudade para eu sentir

como sinto - em mim - a presença misteriosa da vida...

Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista

que nunca te pareces com o teu retrato...

E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te.

 

Mário Quintana



- Postado por: Ju às 02h17
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...A década de 1990 começou com tudo em termos de filme que abordam problemas psicológicos. Em 1991, o diretor Jonathan Demme lança um dos melhores filmes do gênero, O Silêncio dos Inocentes. A começar pelo elenco, que traz Anthony Hopkins e Jodie Foster em ótimas atuações. O filme conta a história de uma jovem agente do FBI, Clarice Starling (Foster), que é ajudada por um Serial Killer que já está preso, o doutor Hannibal Lecter (Hopkins), mais conhecido como Canibal, a prender um outro Serial Killer que está na ativa, Buffalo Bill (Ted Levine). Foi o primeiro filme que tratar de Serial Killer que ganhou  Oscar de Melhor Filme. O filme ganhou uma continuação em 2001, Hannibal, que foi bem nas bilheterias, mas nem tanto nas críticas. O filme abusa um pouco do gênero e torna-se bem mais sangrento que o primeiro, que quase não mostra cenas de morte. A seqüência também perdeu no elenco, pois a atriz Jodie Foster não topou fazer a continuação por não concordar com o rumo dado ao seu personagem. Até o diretor de O Silêncio dos Inocentes, Jonathan Demme, preferiu se afastar desta continuação, por considera-la muito violenta. Já em 1994, um outro filme retratando assassinos psicopatas foi bem sucedido: Assassinos por Natureza, de Oliver Stone.  Mickey (Woody Harrelson) e Mallory (Juliette Lewis) matam aproximadamente 50 pessoas neste filme. Em 1995, um outro filme sobre Serial Killer fez um grande sucesso e foi muito bem nas bilheterias, 'Seven' impressionou a todos pelo seu roteiro surpreendente no final. Com um bom elenco, que conta com Brad Pitt (Detetive David Mills), Morgam Freeman (Detetive William Somerset) e Gwyneth Paltrow (Tracy Mills) . O filme conta a história de um Serial Killer que mata as pessoas de acordo com os sete pecados capitais e que é interpretado por Kevin Spacey.  Foi essa grande distorcida no roteiro que fez com que o filme alcançasse tamanho sucesso, porém o filme também tem outros fatores importantes.  Com certeza, Seven e O Silêncio dos Inocentes são os maiores filmes que abordam Serial Killer. Continuando a ordem cronológica, a partir de 1996, houve uma volta dos filmes de caráter "trash", só que agora de uma maneira mais amena, com uma linguagem adaptada para os anos 90, do que foi sucesso na década de 1980. Os assassinos continuaram a ser mascarados, os banhos de sangue voltaram a aparecer e os roteiros não melhoraram nada, porém, agradou essa nova geração de adolescentes, que lotou cinemas para ver filmes tipo Pânico, 'Eu sei o que vocês fizeram no verão passado', etc. Que assim como seus antepassados (Sexta-feira 13, A hora do Pesadelo, etc.), ganharam seqüências, que também foram sucessos. Depois dessa nova onde de filmes de terror, houve outros filmes que abordaram mais o lado psicológico, mas sem o grande sucesso de Seven ou de O Silêncio dos Inocentes. Nem grandes elencos ajudaram, por exemplo, um filme de 1998, com Christopher Lambert, chamado Ressurreição. O filme é parecido com  Seven, mas ao invés de o Serial Killer matar de acordo com os sete pecados capitais, ele quer ressuscitar Cristo e mata pessoas que tem 33 anos, nome da apóstolos, e de cada um, ele tira um pedaço do corpo para fazer a construção de Cristo.  Outro filme que também abordou distúrbios mentais e não foi tão bem, foi O Colecionador de Ossos, de 2000, que tem um bom elenco, com Angelina Jolie e Denzel Washington, mas com um roteiro que não agradou muito ao público. De um modo geral, filmes sobre Serial Killer, possuem histórias baseadas em fatos reais, ou muito fictícias, que vão causar algum tipo de reação ao público. Este gênero vai continuar existindo até porque filmes do tipo agradam o público, que se identifica cada vez mais com o assunto, pois o números de casos de Serial Killers aumenta a cada ano. E sempre serão um "prato cheio" para roteiristas e cineastas.

 

Michel Wilian Bergamasco



- Postado por: Ju às 01h45
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...Entrando na década de 1980, o gênero terror "trash" continuou lotando cinemas, mas temos algumas "pérolas" que dão mais destaque ao distúrbio psicológico do que aos banhos de sangue. Falando primeiro dos filmes de terror, em 1981 começou a famosa série de Sexta-feira 13. O filme é baseado em uma história real, mas aderiu a linha de filmes onde o que importa é o número de mortes. Segundo a história real, Jason Voorhees era uma criança normal, a não ser pelo fato de ter o rosto deformado. Aos 11 anos morreu afogado no Acampamento de Crystal Lake. Sua mãe acusou o monitores de negligência por seu filho ser deformado, segundo dizem por lá, os monitores estavam transando na hora em que Jason se afogava. No primeiro filme é a mãe de Jason, que depois de 20 anos retorna ao acampamento e começa a se vingar. Já na segunda, Jason resucita e começa a matar. A partir daí, devido o sucesso, histórias fictícias são inventadas e Jason ressuscita a cada filme para matar. O filme teve 9 partes na década de 1980 e 1990 e ganhou a décima parte em 2001, que tem o título de Jason X. Com o sucesso de Sexta-feira 13, outros filmes deste gênero fizeram sucesso na mesma década de 1980, o mais famoso foi A hora do Pesadelo, que teve várias partes, sendo a primeira em 1984 dirigida por Wes Craven. Neste filme, Freddy Krueger se manifestava nos sonhos, mais precisamente nos pesadelos dos jovens, os matando. Além de A hora do Pesadelo, outros filmes esbanjaram sangue nos cinemas por aí, é o caso de Natal Sangrento, Shocker-100.000 voltz de Terror e Henry. Mais ainda na década de 1980, há bons filmes que abordaram mais o aspecto psicológico do Serial Killer. É o caso de O iluminado, de 1980, que é dirigido por um dos mestres do cinema, Stanley Kubrick. O filme mostra um escritor alucinado, muito bem interpretado por Jack Nicholson, que enlouquece e ameaça a própria família. Em 1984, outro filme que explora muito o aspecto psicológico como motivo para assassinato foi Vestida para matar, de Brian de Palma. O filme mostra o psiquiatra transexual Robert Elliot (Michael Caine), vestindo-se de mulher a noite, e matando as pacientes que durante o dia causaram excitação no seu lado masculino. O filme é rico em suspense, fato a ser notado na única cena de assassinato que o filme mostra. A mulher, sai do apartamento e já se vê que alguém a está espiando de forma subjetiva. Ao andar até o elevador, mostra-se o rosto do Serial Killer Robert Elliot (já vestido de mulher) a vendo. Ela entra no elevador sozinha e começa a descer, a tensão aumenta, a qualquer momento parece que a porta do elevador vai abrir e ela ser atacada. Não demora muito e a porta abre, mas quem entra é uma mãe e uma criança. Neste momento, dá uma sensação de alívio ao telespectador, que pensa: "Ufa! Ela escapou!". Engano, logo mais a mãe e a criança saem e ela fica novamente sozinha e ainda lembra que esqueceu a aliança no apartamento que estava. Ela sobe com o elevador e quando ele para, a porta se abre e de repente aparece o personagem de Michael Caine, vestido de mulher e com uma faca na mão. Ele entra no elevador, a porta se fecha, enquanto descem, ele a esfaqueia com vários golpes. A porta se abre lá embaixo e há um casal parado para entrar, ao verem a mulher esfaqueada, o homem corre, a mulher 2 fica pasma e tenta ajudar a outra. Ela consegue ver o reflexo do assassino pelo espelho do elevador, pois ele ainda está lá dentro escondido atrás da porta. Ela se assusta, o assassino aproveita o momento para fugir, mas antes larga a faca usada no crime. A mulher 2 a pega na mão e é surpreendida por uma empregada do prédio, que grita. Toda a seqüência tem um show de cortes e dramacidade, realmente passa uma sensação de suspense. De fato é um ótimo filme de Brian de Palma, que como fã de Hitchkoc, inspirou-se em Psicose, para criar o desvio psicológico de seu personagem.

 

Continua...



- Postado por: Ju às 16h07
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...Hollyhood já estava muito comercial na época e o caráter capitalista, que sempre visa o lucro, fazia o que agradava a população. O cinema imitava a vida real para ganhar audiência. O primeiro filme que usou um desvio psicológico como fator para matar e fez um grande sucesso foi Psicose de 1960, o filme de Alfred Hitchcock mostrava a história de um jovem de meia idade, chamado Norman Bates (Anthony Perkins), que após perder o pai, se apegou muito a mãe. Quando ela encontrou um novo marido, Norman sentiu que ia perder a mãe, e a matou junto com o padrasto. Depois, ele a empalhou e a manteve dentro da casa como se ela estivesse viva. Aos poucos ele foi aderindo a personalidade dela e logo mais, começou a matar as mulheres que lhe causavam atração, como se fosse a mãe protetora defendendo o filho. O filme foi um grande sucesso na época e teve uma cena ficou famosa, que é o assassinato de Marion Crane (Janet Leigh) no banheiro enquanto tomava banho. Destaque para a trilha desta cena, composta por Bernard Herrmann e que é muito boa, aumentando o suspense da ação. Outro destaque deste filme é a sua fotografia, que ficou por conta de John L. Russell. O filme ainda recebeu algumas críticas na cena final em que um psiquiatra explica o que se passava na mente do Serial Killer, pois parece querer dizer que sem essa explicação o público não entenderia o filme. Além disso, o filme ganhou duas continuações, que são bem inferiores ao primeiro. Já na década de 1970, Serial Killers continuaram a ser explorados, mas de uma forma diferente, no gênero terror e de uma maneira muito "trash". Em 1973, o filme Massacre da Serra Elétrica, de Tobe Hooper alcançou algum sucesso. Ele contava a história de uma família de beira de estrada que recebia viajantes que passavam por ali para almoçar. Depois, eles o matavam e moíam o corpo para fazer comida. Neste filme não importava muito a exploração de um desvio psicológico e sim ter muito sangue, pois levava muitas pessoas ao cinema. Não importando muito o gênero, filmes como estes, sempre buscaram inspiração na vida real. É o caso destes dois filmes citados, tanto Psicose, como Massacre da Serra Elétrica foram inspirados em casos reais, aliás, o mesmo caso, que é o do fazendeiro Ed Gein, que além de perder o pai muito cedo, tinha uma mãe que o explorava no trabalho, proibia o contato dele com mulheres e ainda era lésbica. Depois que ela morreu, Ed, assim como em Psicose e Massacre da Serra Elétrica, empalhou sua mãe e a guardou no quarto, de vez em quando, ele se masturbava em cima dela. Logo depois, ele começou a matar mulheres que achava parecida fisicamente com sua mãe e tirava a pele destas para fazer roupa. Ainda na década de 1970, mais precisamente em 1978, outro filme de Serial Killer, porém no gênero de terror, foi bem nas bilheterias. É o Halloween, de John Carpenter, que foi o primeiro a mostrar assassinos mascarados. Neste filme, Michael Myers (Serial Killer) escapa da clínica onde se tratava pelo assassinato de sua irmã. Volta para sua cidade natal e começa novamente a matar. Devido o sucesso, o filme ganhou várias seqüências, a mais recente em 1998, com o título de Halloween H20...

 

Continua...



- Postado por: Ju às 18h31
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